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    Cabia em minhas mãos um pouco de
ti


    Teu choro


    Teu riso


    Sua boca em meu seio.





    Cabia em um cercadinho


    Seu engatinhar


    Brinquedos


    Você pequenino.





    A vida passou


    Você cresceu


    E já não coube em meus braços


    E demos as mãos.





    O tempo não para


    Cresceu mais ainda


    Largou minha mão


    E seguiu.





    Sinto tanta falta


    Falta de você


    Falta do cabia


    Cabia em minhas mãos um pouco de ti.








    Ciana Andrade



















 





 

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Oi gente! Eu estou muito feliz. Fui indicada como finalista para o prêmio literário do EBSA Awards. Para quem não sabe o que é o EBSA (Encontro de Blogueiras da Simone Aline), ele é o maior encontro de blogueiras do Rio de janeiro, idealizado com muito carinho pela mãe das blogueiras, a Simone Aline. Sinceramente pra mim é o maior encontro de blogueiras do Brasil, sendo referência pela organização e carinho que ela tem com as blogueiras, youtubers, e demais influenciadores digitais.





O EBSA já está na sétima edição, o primeiro foi realizado em 2012 e desde então só tem crescido. No ano passado trouxe uma novidade, o EBSA Awards, que premiou os melhores talentos da internet, e esse ano a segunda edição da premiação conta com 18 categorias, com três finalistas cada e o ganhador será escolhido por votação popular.





Bom eu não sou famosinha, não sou hiper mega conhecida e não tenho como recrutar a minha família inteira para votar em mim. rsrs A minha família é pequena e a maioria já com idade e sem acesso à internet, então só estou contando com ajuda de vocês. Então se vocês gostam do que eu escrevo, digo os meus textos autorais, votem em mim. Pode votar quantas vezes quiser, basta clicar em VOTAÇÃO EBSA AWARDS 2017.





Você irá encontrar um formulário com as 18 categorias, basta abrir e votar em seus preferidos. 













Esta é a categoria que estou concorrendo. Quer me ajudar? É só me marcar Luciana Andrade.













No final basta clicar em SUMIT.










Prontinho! O voto já foi computado e se quiser votar de novo, é só clicar em Sumit another response. Abrirá o formulário novamente e aí repete o mesmo procedimento.













Por incrível que pareça, tem gente que não está acostumado a responder esses formulários e se perde, então fiz o o passo a passo para aqueles que não sabem. 





O evento vai ter stands de várias marcas, workhops e muita interação. É um momento de aprendizagem e divertimento. Espero trazer o troféu, pois é a segunda vez que sou indicada, mas se eu não ganhar já é uma honra ter sido indicada.





Depois vou contar tudo o que rolou por lá. Posso contar com o voto de vocês? A votação se encerra no dia 1, pois o evento vai acontecer no dia 6 de maio. Então corre lá e me ajudaaaa.





Até o próximo post.


Beijinhosss


Namastê!

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Muitas vezes eu desejei que o dia tivesse mais que 24 horas porque nunca consigo dar conta de tudo que preciso fazer. É tanta correria e sempre reclamo que nunca tenho tempo pra nada, parece até que os ponteiros são mais ligeiros nas horas que deveriam ser lentos e outras vezes andam como tartarugas quando deveriam chegar em primeiro lugar na corrida de fórmula 1. Confesso que não tenho uma relação muito amistosa com o relógio.



Me vejo perdida entre segundos, minutos, horas, enfim me vejo num
labirinto e tendo meus passos cronometrados mas não consigo sair dele,
nem de dia e nem de noite. Raramente uso algum relógio no pulso, embora eu ache um acessório lindo, eu tenho a sensação de estar usando uma pulseira controladora. Entretanto, não me livro do controle porque não sei viver sem o celular e por onde eu passo sempre tem algum pendurado na parede,  ele está na tela do computador e nos pulsos das pessoas. Então não tem por onde escapar, querendo ou não ele está por aí, seja fisicamente ou dentro da minha cabeça.



Sim dentro da minha cabeça! Tenho um tic-tac interno que mais parece TOC. Talvez seja pela ansiedade que me consome e que costuma querer dar uma volta no tal tempo.

 

Eu queria ter o poder de controlar o tempo mas como isso não é possível vou levando a vida do jeito que dá, com conquistas e frustrações. Tentando lidar com os efeitos da minha impotência quando estou deitada na minha cama ou vendo a vida passar pela vidraça embaçada. Os outros em movimento e eu ali estática, pensando, pensando.



Será que isso acontece só comigo? Tem mais alguém perdido por aí? Eu consigo me perder dentro do meu próprio quarto, fico rodeada de papéis. Sei várias fórmulas matemáticas porém nenhuma até hoje resolveu o meu problema. Nenhum gênio conseguiu criar uma fórmula para resolver o problema do tempo, ou melhor o meu problema.



A bagunça externa em que me encontro é apenas o reflexo da minha confusão interior. Eu vejo, os outros também veem o que está aqui fora, mas aqui do lado de dentro é tanta poeira e desordem. Até que um dia percebi que mesmo que o dia tivesse 48 ou 72 horas não ia adiantar. O problema não é o tempo e sim eu.



Resolvi parar, respirei fundo e larguei essa minha compulsão por culpas.Comecei a me deslocar mentalmente, não procurei motivos, procurei saídas. Algumas portas estavam trancadas, eu bati mas ninguém as abriu. Outras apenas virei a maçaneta e abri, e umas tinha algum sensor de movimento porque assim que me aproximei abriram sozinhas.



Assim fui mudando essa relação que por pouco não culmina em crime passional. De entre tapas e beijos, antes mais tapas para um namorico de idas e voltas. Não consigo fazer tudo ainda, provavelmente essa perfeição seja inatingível mas tenho aberto muitas portas, não fui pole position, nem sempre subo no podium mas já me molhei de champanhe por aí e sinto uns pingos na minha boca. Nunca foi importada, rola mais uma sidra para comemorar sabe.



Meus passos não possuem exatidão, ando dançando conforme a música, ora lenta, ora mais agitada. Sem pensar muito no amanhã exageradamente, e sim pensando no que eu posso fazer hoje para o meu dia ser melhor. Não me afundo em culpas, não olho a grama do vizinho e muito menos me preocupo com os julgamentos alheios.


















Este post faz parte de um desafio de um grupo muito querido, o Café com Blog





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